Denise Cazotto foi uma das idealizadoras desse projeto em 2009. São encontros mensais com psicólogos formados ou estudantes visando a troca de experiências e networking, e contribuindo para o aperfeiçoamento e/ou desenvolvimento do papel profissional psicólogo. Foi pensado como uma tentativa de "preencher" um gap existente entre a transição do papel de estudante para o papel profissional. Atualmente, Denise e André Mauruto tocam o projeto. Bem vindo!
sábado, 13 de junho de 2015
sexta-feira, 12 de junho de 2015
Dificuldade em rentabilizar o nosso trabalho...
Nós psicólogos temos problemas peculiares e comuns entre nós em
relação ao dinheiro, mas diferentes comparado às outras profissões.
Apesar de a nossa ser uma das fundamentais à sociedade a maioria de nós apresenta dificuldade em rentabilizá-la. Uns porque consideram anti ético fazer propaganda, e, consequentemente, mostrar o seu trabalho; outros porque “sem querer acertam" pagando o preço de fazer sozinho o árduo trabalho da divulgação e ter retorno - mas nenhum de nós, aprendeu na faculdade como cobrar por seu trabalho, por exemplo.
Para nós, isso tem um peso maior, porque nos cobram como se tivéssemos que ajudar a tudo e a todos – beirando o assistencialismo; e não, estudamos uma ciência pra ter uma profissão e se não nos responsabilizarmos pelo nosso negócio – seja clínica, consultoria ou o que for – tendemos a desacreditar na Psicologia.
Não que não possamos fazer assistencialismo. É absolutamente possível.
Podemos trabalhar três ou quatro dias por semana cobrando de quem pode pagar e os demais dias, doando a quem não pode pagar.
Mas aí já é uma outra questão…
Qual a sua opinião?
Apesar de a nossa ser uma das fundamentais à sociedade a maioria de nós apresenta dificuldade em rentabilizá-la. Uns porque consideram anti ético fazer propaganda, e, consequentemente, mostrar o seu trabalho; outros porque “sem querer acertam" pagando o preço de fazer sozinho o árduo trabalho da divulgação e ter retorno - mas nenhum de nós, aprendeu na faculdade como cobrar por seu trabalho, por exemplo.
Para nós, isso tem um peso maior, porque nos cobram como se tivéssemos que ajudar a tudo e a todos – beirando o assistencialismo; e não, estudamos uma ciência pra ter uma profissão e se não nos responsabilizarmos pelo nosso negócio – seja clínica, consultoria ou o que for – tendemos a desacreditar na Psicologia.
Não que não possamos fazer assistencialismo. É absolutamente possível.
Podemos trabalhar três ou quatro dias por semana cobrando de quem pode pagar e os demais dias, doando a quem não pode pagar.
Mas aí já é uma outra questão…
Qual a sua opinião?
"Vaidade, é tudo vaidade..." - Bíblia Sagrada
Um dos fatores emocionais que pode atrapalhar a lidar com dinheiro é a vaidade.
Tal como o post (entendam, por favor: o que estou comparando é a IDEIA do post e não a Psicologia com pão de queijo - só pra esclarecer...), o nosso trabalho é tão, mas tão, mas tão bom que não tem como colocar preço.
É como se alguém nos dissesse: como cobra tanto pra me ouvir durante uma hora (ou cinquenta minutos, que seja); mas não cobramos pra ouvir a pessoa durante esse tempo.
Cobramos pelo tempo que estudamos, pelo tempo que nos dedicamos, pelas leituras que fazemos, cursos, congressos, supervisão, terapia pessoal etc PARA fazer o nosso trabalho em cinquenta minutos. Além de não ser "uma escuta qualquer".
O negócio é que não queremos correr o risco de ter nosso trabalho precificado, logo, sujeito a julgamentos e estes podem levar a desconfortos.
A vaidade pode impedir de não percebermos que nosso trabalho é o que sustenta a nossa família e paga as nossas contas. É como se tivéssemos que nos dizer a todo instante:
"Sim, meu trabalho é incrível mesmo mas tem um preço. E esse preço precisa ser pago".

Tal como o post (entendam, por favor: o que estou comparando é a IDEIA do post e não a Psicologia com pão de queijo - só pra esclarecer...), o nosso trabalho é tão, mas tão, mas tão bom que não tem como colocar preço.
É como se alguém nos dissesse: como cobra tanto pra me ouvir durante uma hora (ou cinquenta minutos, que seja); mas não cobramos pra ouvir a pessoa durante esse tempo.
Cobramos pelo tempo que estudamos, pelo tempo que nos dedicamos, pelas leituras que fazemos, cursos, congressos, supervisão, terapia pessoal etc PARA fazer o nosso trabalho em cinquenta minutos. Além de não ser "uma escuta qualquer".
O negócio é que não queremos correr o risco de ter nosso trabalho precificado, logo, sujeito a julgamentos e estes podem levar a desconfortos.
A vaidade pode impedir de não percebermos que nosso trabalho é o que sustenta a nossa família e paga as nossas contas. É como se tivéssemos que nos dizer a todo instante:
"Sim, meu trabalho é incrível mesmo mas tem um preço. E esse preço precisa ser pago".
quarta-feira, 27 de maio de 2015
O ato de falar...
Olááá,
Estou pesquisando para o nosso encontro de julho - dia 11 - e lendo muito sobre dinheiro, pois será o tema.
E me vem muitas emoções, sentimentos, contradições e.....confusões.
Explico: tudo o que leio faz sentido e traz a sensação de "uau, como não pensei nisso" OU "caramba, faz sentido; entendi" OU ainda "nossa, é óbvio!" Óbvio pra quem? rsrs. Ainda: se é tão obvio por que não muda dada situação?
Sabemos que o falar é libertador, afinal é a base da psicoterapia.
E o perguntar, também...
Por que não falamos ABERTAMENTE sobre dinheiro?
Por que não falamos o quanto recebemos de salário ou por tal trabalho realizado?
Por que quando alguém pergunta "quanto é?" fazemos cara de não sei o que e respondemos: "depende, podemos conversar mais a respeito e te mando uma
proposta?" OU "venha à primeira consulta gratuita e te explico tudo."
Por que contamos vantagem quando sabemos que cobramos mais que um colega?
Por que cobramos mais que um colega?
Em que nos baseamos para elaborar o valor/preço do nosso trabalho?
Realmente acreditamos no nosso trabalho, logo, preço cobrado?
Qual o tamanho do meu medo ao elaborar uma proposta e chegar no item investimento/ preço / valor a pagar?
Comercialmente falando, quando um cliente reclama do preço é porque ele não tem o que chamamos de percepção de valor, isto é, não tem a consciência do quanto vai se beneficiar adquirindo aquele produto/serviço.
Um exemplo: adestramento de cães.
Tenho três cachorras (deliciosas, maravilhosas, amorosas, carentes, carinhosas.............. mas que brigam entre si, de vez em quando - para o meu desespero)
Contratei um adestrador.
Até aí, ok.
Passou um tempo, mesmo tendo aulas, elas brigaram - o que me frustrou por demais!
Conversei com o adestrador que confio plenamente no seu trabalho - e confio mesmo - mas que o meu pavor delas brigarem de novo era maior do que a confiança no trabalho dele.
Ele me sugeriu procurar um psicólogo em resposta à minha pergunta: existe "adestramento para os donos de cães? Eu preciso de alguem que me ajude a me sentir mais segura e confiante para colocar limite em minhas cachorras." E complementou: o adestramento depende MUITO de você.
Ou seja, se eu não me sentir segura e equilibrada, eu não consigo passar isso para as minhas "filhas"; e que teria que descobrir o porquê não faço isso, o que acontece comigo!
Quando eu descobrir, talvez eu escreva, rsrs.
Mas o que tem a ver? O fato de que eu dei prioridade ao adestramento, mesmo apesar do preço. Eu sei o quanto vale a minha tranquilidade (o benefício) em sair pra trabalhar e não ficar com medo de que minhas cachorras briguem e se machuquem ou pior, briguem e não ter ninguém para separá-las...
Ele sugeriu eu priorizar a terapia. Eu me cuidando, estaria cuidando delas, também, consequentemente.
De novo, só pagamos por aquilo que percebemos valor, ou seja, o quanto vou me beneficiar daquilo.
Para alguns vai parecer bobo o exemplo. Mas quem tem E AMA cachorros como eu entenderá melhor do que somos capazes por eles.
Então, vou eu pra terapia falar sobre minha dificuldade em colocar limite em minhas cachorras.
E pagar o preço para isso. ;)
Um beijo pra quem é de beijo, um abraço pra quem é de abraço.
Até o próximo post.
Estou pesquisando para o nosso encontro de julho - dia 11 - e lendo muito sobre dinheiro, pois será o tema.
E me vem muitas emoções, sentimentos, contradições e.....confusões.
Explico: tudo o que leio faz sentido e traz a sensação de "uau, como não pensei nisso" OU "caramba, faz sentido; entendi" OU ainda "nossa, é óbvio!" Óbvio pra quem? rsrs. Ainda: se é tão obvio por que não muda dada situação?
Sabemos que o falar é libertador, afinal é a base da psicoterapia.
E o perguntar, também...
Por que não falamos ABERTAMENTE sobre dinheiro?
Por que não falamos o quanto recebemos de salário ou por tal trabalho realizado?
Por que quando alguém pergunta "quanto é?" fazemos cara de não sei o que e respondemos: "depende, podemos conversar mais a respeito e te mando uma
proposta?" OU "venha à primeira consulta gratuita e te explico tudo."
Por que contamos vantagem quando sabemos que cobramos mais que um colega?
Por que cobramos mais que um colega?
Em que nos baseamos para elaborar o valor/preço do nosso trabalho?
Realmente acreditamos no nosso trabalho, logo, preço cobrado?
Qual o tamanho do meu medo ao elaborar uma proposta e chegar no item investimento/ preço / valor a pagar?
Comercialmente falando, quando um cliente reclama do preço é porque ele não tem o que chamamos de percepção de valor, isto é, não tem a consciência do quanto vai se beneficiar adquirindo aquele produto/serviço.
Um exemplo: adestramento de cães.
Tenho três cachorras (deliciosas, maravilhosas, amorosas, carentes, carinhosas.............. mas que brigam entre si, de vez em quando - para o meu desespero)
Contratei um adestrador.
Até aí, ok.
Passou um tempo, mesmo tendo aulas, elas brigaram - o que me frustrou por demais!
Conversei com o adestrador que confio plenamente no seu trabalho - e confio mesmo - mas que o meu pavor delas brigarem de novo era maior do que a confiança no trabalho dele.
Ele me sugeriu procurar um psicólogo em resposta à minha pergunta: existe "adestramento para os donos de cães? Eu preciso de alguem que me ajude a me sentir mais segura e confiante para colocar limite em minhas cachorras." E complementou: o adestramento depende MUITO de você.
Ou seja, se eu não me sentir segura e equilibrada, eu não consigo passar isso para as minhas "filhas"; e que teria que descobrir o porquê não faço isso, o que acontece comigo!
Quando eu descobrir, talvez eu escreva, rsrs.
Mas o que tem a ver? O fato de que eu dei prioridade ao adestramento, mesmo apesar do preço. Eu sei o quanto vale a minha tranquilidade (o benefício) em sair pra trabalhar e não ficar com medo de que minhas cachorras briguem e se machuquem ou pior, briguem e não ter ninguém para separá-las...
Ele sugeriu eu priorizar a terapia. Eu me cuidando, estaria cuidando delas, também, consequentemente.
De novo, só pagamos por aquilo que percebemos valor, ou seja, o quanto vou me beneficiar daquilo.
Para alguns vai parecer bobo o exemplo. Mas quem tem E AMA cachorros como eu entenderá melhor do que somos capazes por eles.
Então, vou eu pra terapia falar sobre minha dificuldade em colocar limite em minhas cachorras.
E pagar o preço para isso. ;)
Um beijo pra quem é de beijo, um abraço pra quem é de abraço.
Até o próximo post.
terça-feira, 19 de maio de 2015
Os depoimentos...
Olha o que escreveram só pra você ficar com vontade de ir no próximo e no próximo e no próximo e em todos que tiver.... he he he he. (Em ordem alfabética)
"O nosso conhecimento está relacionado com a nossa disposição de aprender e de se abrir para um novo mundo repleto de caminhos a serem descobertos. Essa busca se torna eterna desde o momento que compreendemos que a vida é um eterno aprendizado."
Adriana Machado
"Precisamos sempre desse contato, onde a troca de experiências é relevante à nossa profissão. Tendo conteúdo sobre questões onde não aprendemos nas Universidades.
Maravilhoso esse Café com Psicólogos. Gostaria que todo estudante de Psicologia participasse desses encontros, como sempre muito enriquecedor."
Grace Azevedo
"O nosso conhecimento está relacionado com a nossa disposição de aprender e de se abrir para um novo mundo repleto de caminhos a serem descobertos. Essa busca se torna eterna desde o momento que compreendemos que a vida é um eterno aprendizado."
Adriana Machado
"O Café com Psicólogos é um ótimo espaço para troca e reflexão profissional. Entrei de uma forma e saí de outra. Muito material para refletir."
André Mauruto.
"Muito legal aprender que o dinheiro é mais uma ferramenta na nossa vida. É bom parar pra pensar que há crenças e questões culturais envolvidas na nossa relação com as finanças. Melhor ainda é entender que é necessário nessa relação estabelecer quem manda, quem é senhor e quem serve.
É bom ter dinheiro pra viver e não viver pra ter dinheiro! Parabéns."
Daniel Cesário da Silva
"Encontro maravilhoso, levando a troca de informações, interação, não se vê a hora passar além do leque que é apresentado como forma de atuação."
Dulce Nogueira
"Precisamos sempre desse contato, onde a troca de experiências é relevante à nossa profissão. Tendo conteúdo sobre questões onde não aprendemos nas Universidades.
Maravilhoso esse Café com Psicólogos. Gostaria que todo estudante de Psicologia participasse desses encontros, como sempre muito enriquecedor."
Grace Azevedo
"Café com Psicólogos um encontro que trás positividade. Quer ver? Venha conhecer."
Valdete Araujo.
Outros momentos...
A Cris Romano quem tirou as fotos... ficaram lindas.
Algumas da apresentação, outras do local... se liga.
Algumas da apresentação, outras do local... se liga.
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